| S | T | Q | Q | S | S | D |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | 2 | 3 | ||||
| 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10 |
| 11 | 12 | 13 | 14 | 15 | 16 | 17 |
| 18 | 19 | 20 | 21 | 22 | 23 | 24 |
| 25 | 26 | 27 | 28 | 29 | 30 | 31 |
As 260 mentiras de George W. Bush
Num estudo assinado pelos jornalistas Charles Lewis e Mark Reading-Smith, feito nos Estados Unidos para o CIP de Washington, os dois revelam que o presidente George W. Bush soltou 260 mentiras sobre o Iraque. Este país, ele garantiu, tinha armas de destruição em massa, estava produzindo-as sem parar e mantinha estreitas relações com a rede terrorista Al-Qaeda. Frio, imperturbável, Bush afirmou:
“A Al-Qaeda se esconde, Saddam Hussein não, mas o perigo é que ambos trabalham em conjunto”.
Nosso pequeno comentário: mentira cínica, infame, fedorenta.
Outra declaração de Bush:
“O regime iraquiano possui armas químicas e biológicas, está reconstruindo os seus laboratórios para produzir mais. Além disso, busca uma bomba nuclear, e com material físsil, pode fabricar uma, em apenas um ano”.
Nosso pequeno comentário: mentira cínica, infame, fedorenta.
Apreciem outra declaração do presidente:
“Encontramos, no Iraque, armas de destruição em massa, e também laboratórios biológicos”.
Nosso pequeno comentário: mentira cínica, infame, fedorenta.
Mais uma declaração do americano com cara de unha encravada e cheia de pus:
“O regime de Saddam é capaz de desfechar um ataque biológico ou químico em 45 minutos, depois de a ordem ter sido dada”.
Nosso pequeno comentário: mentira cínica, infame, fedorenta.
Charles Lewis e Mark Reading-Smith sustentam o seguinte, no estudo apresentado ao CIP, o Centro para a Integridade Pública:
“Tornou-se inquestionável, hoje, que o Iraque não possuía armas de destruição em massa, nem tinha vínculos com a Al-Qaeda”.
Ao todo, diz o estudo, o governo Bush fez 935 declarações falsas sobre o Iraque, desde 2001 até 2003.
Antes da pesquisa dos dois jornalistas, o Comitê de Inteligência do Senado dos Estados Unidos, bipartidário, neutro, imparcial, divulgou isto num relatório: eram completamente infundadas, ou baseadas em análises falsas da CIA, as afirmações de Bush sobre as armas químicas e biológicas de Saddam Hussein. Os contactos ocorridos entre o regime deste e a Al-Qaeda, salientou o relatório, nunca levaram a uma união formal entre ambos e não há provas de que o Iraque tenha ajudado o movimento de Bin Laden a realizar ataques terroristas.
A conclusão fica bem clara: George W. Bush é um genocida, como o “intrépido” general americano George Armstrong Custer, único responsável, em 1876, pelo massacre de centenas de índios peles-vermelhas na batalha de Little Bighorn. Não há dúvida, Bush passou por cima da razão, da verdade e da lei, pois contra o voto da ONU, sem mostrar nenhuma prova para justificar a sua atitude, mandou invadir o Iraque, causando a morte de mais de 4 mil soldados americanos e de cerca de 180 mil pessoas inocentes. Devido a ele, mais de 20 mil militares do seu país estão sem olhos, sem braços, sem pernas, reduzidos a tocos humanos.
E o Lula, em Brasília, ainda teve a coragem de oferecer um churrasco ao Bush! Mas ele, Bush, é que merece ser o churrasco do diabo, lá no Inferno!
Uma cidade dos Estados Unidos, chamada Brattleborg, em Vermont, pretende mandar prender o Bush. Motivo? Ele é acusado por crime de guerra, genocídio, perjúrio e obstrução à Justiça. Trata-se de uma iniciativa de Kurt Daims, um americano de 54 anos. E mais duas cidades daquele país querem fazer o mesmo: Louisville, no Kentucky, e Montague, no Massachusttes.
Como é que a nação que gerou Thomas Jefferson, George Washington, Abraham Lincoln, Franklin Delano Roosevelt, estes quatro grandes presidentes, pôde parir o monstro George W. Bush? Como? Eu gostaria de saber...
______
Fernando Jorge é membro do Conselho de Ética do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo e autor do livro “Lutero e a Igreja do pecado”, cuja 7ª edição foi lançada pela Editora Novo Século.
criado por Fernando Jorge
12:47:25