Artigos de Fernando Jorge

Artigos do escritor Fernando Jorge. Fernando Jorge é escritor, membro do Conselho de Ética do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo e autor de, entre outras obras, de “O Aleijadinho”, cuja 7ª edição foi lançada pela Editora
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Artigos do escritor Fernando Jorge. Fernando Jorge é escritor, membro do Conselho de Ética do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo e autor de, entre outras obras, de “O Aleijadinho”, cuja 7ª edição foi lançada pela Editora
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25.03.08

As 260 mentiras de George W. Bush

As 260 mentiras de George W. Bush


     Num estudo assinado pelos jornalistas Charles Lewis e Mark Reading-Smith, feito nos Estados Unidos para o CIP de Washington, os dois revelam que o presidente George W. Bush soltou 260 mentiras sobre o Iraque. Este país, ele garantiu, tinha armas de destruição em massa, estava produzindo-as sem parar e mantinha estreitas relações com a rede terrorista Al-Qaeda. Frio, imperturbável, Bush afirmou:
    “A Al-Qaeda se esconde, Saddam Hussein não, mas o perigo é que ambos trabalham em conjunto”.
    Nosso pequeno comentário: mentira cínica, infame, fedorenta.
    Outra declaração de Bush:
   “O regime iraquiano possui armas químicas e biológicas, está reconstruindo os seus laboratórios para produzir mais. Além disso, busca uma bomba nuclear, e com material físsil, pode fabricar uma, em apenas um ano”.
    Nosso pequeno comentário: mentira cínica, infame, fedorenta.
    Apreciem outra declaração do presidente:
    “Encontramos, no Iraque, armas de destruição em massa, e também laboratórios biológicos”.
    Nosso pequeno comentário: mentira cínica, infame, fedorenta.
    Mais uma declaração do americano com cara de unha encravada e cheia de pus:
     “O regime de Saddam é capaz de desfechar um ataque biológico ou químico em 45 minutos, depois de a ordem ter sido dada”.
     Nosso pequeno comentário: mentira cínica, infame, fedorenta.
    Charles Lewis e Mark Reading-Smith sustentam o seguinte, no estudo apresentado ao CIP, o Centro para a Integridade Pública:
    “Tornou-se inquestionável, hoje, que o Iraque não possuía armas de destruição em massa, nem tinha vínculos com a Al-Qaeda”.
     Ao todo, diz o estudo, o governo Bush fez 935 declarações falsas sobre o Iraque, desde 2001 até 2003.
     Antes da pesquisa dos dois jornalistas, o Comitê de Inteligência do Senado dos Estados Unidos, bipartidário, neutro, imparcial, divulgou isto num relatório: eram completamente infundadas, ou baseadas em análises falsas da CIA, as afirmações de Bush sobre as armas químicas e biológicas de Saddam Hussein. Os contactos ocorridos entre o regime deste e a Al-Qaeda, salientou o relatório, nunca levaram a uma união formal entre ambos e não há provas de que o Iraque tenha ajudado o movimento de Bin Laden a realizar ataques terroristas.
     A conclusão fica bem clara: George W. Bush é um genocida, como o “intrépido” general americano George Armstrong Custer, único responsável, em 1876, pelo massacre de centenas de índios peles-vermelhas na batalha de Little Bighorn. Não há dúvida, Bush passou por cima da razão, da verdade e da lei, pois contra o voto da ONU, sem mostrar nenhuma prova para justificar a sua atitude, mandou invadir o Iraque, causando a morte de mais de 4 mil soldados americanos e de cerca de 180 mil pessoas inocentes. Devido a ele, mais de 20 mil militares do seu país estão sem olhos, sem braços, sem pernas, reduzidos a tocos humanos.
     E o Lula, em Brasília, ainda teve a coragem de oferecer um churrasco ao Bush! Mas ele, Bush, é que merece ser o churrasco do diabo, lá no Inferno!
    Uma cidade dos Estados Unidos, chamada Brattleborg, em Vermont, pretende mandar prender o Bush. Motivo? Ele é acusado por crime de guerra, genocídio, perjúrio e obstrução à Justiça. Trata-se de uma iniciativa de Kurt Daims, um americano de 54 anos. E mais duas cidades daquele país querem fazer o mesmo: Louisville, no Kentucky, e Montague, no Massachusttes.
     Como é que a nação que gerou Thomas Jefferson, George Washington, Abraham Lincoln, Franklin Delano Roosevelt, estes quatro grandes presidentes, pôde parir o monstro George W. Bush? Como? Eu gostaria de saber...


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Fernando Jorge é membro do Conselho de Ética do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo e autor do livro “Lutero e a Igreja do pecado”, cuja 7ª edição foi lançada pela Editora Novo Século.

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